Qualificação de um cume para o SOTA

Cumes qualificados

Os cumes qualificados para o Programa SOTA recebem uma referência única, na forma XX/YY-nnn

  • XX – entidade DXCC (CT / CT3/ CU / ES /F, etc)
  • YY – região (MN para Minho, RB para Ribatejo, etc)
  • nnn – Número sequencial para os cumes de uma região

Exemplos:

  • CT/AA-001 Serra de S. Mamede

          [CT Portugal, AA -Alto alentejo, 001 – Primeira referência da região]

  • CU/TE-004 Pico do Facho

          [CU – Açores , TE – Terceira, 004 – Primeira referência da região]

 

Um cume só está qualificado para o SOTA quando, cumulativamente, estiverem reunidas as seguintes condições:

  1. −Foi validada a regra da proeminência (p > 150 metros);
  2. −O Management Team (MT) atribuiu a referência SOTA ao cume em apreço.

Os contactos feitos a partir de um cume, antes da atribuição da refª SOTA, não são contabilizados, mesmo que, à posteriori, o cume seja qualificado para o Programa.


Proeminência de um cume

A determinação da proeminência pode ser feita com bastante facilidade a partir de uma carta topográfica/planimétrica, onde estejam representadas as curvas de nível.

  • Tudo o que há a fazer é observar as curvas de nível a partir do cume e sempre que se encontrar um contorno que circunda completamente o cume – e nenhum outro ponto mais alto -, segue-se para a próxima curva de nível (de mais baixa altitude), até chegar à última curva de nível que circunda o cume.
  • A proeminência do cume é dada pela diferença entre a cota do cume e a cota da última curva de nível (de mais baixa altitude) que circunda o cume.

Proeminência – Exemplo

  • O cume apresentado na imagem tem a referência CT/ES-009 Serra de S. Luis, cujo cume está acima dos 360 m (a última curva de nível, antes do cume, é a dos 360 m).

Proeminencia CT ES 009 Serra de S Luis.png

  • Na imagem acima, retirada do Google Maps, podemos ver que a última curva de nível que circunda completamente o cume é a dos 180 m – A distância entre curvas de nível é de 20 m, na representação em apreço.
  • Assim, a proeminência mínima deste Cume SOTA (aka Summit) é de, pelo menos, 180 m (diferença entre 360 e 180 m), ou seja > 150m.
  • A próxima curva de nível, de menor altitude, “sai” para oeste, “reaparecendo” depois, mas incluindo várias elevações pelo meio.

Proeminência – Cumes próximos/ Colos

Como já dito, não serão considerados para o SOTA os cumes que, por se encontrarem próximos um do outro, não tenham uma proeminência de 150 m.

A título de exemplo:

  • Serra de Leomil, centro de Portugal.
Proeminencia cumes próximos colos
É um local alto mas não qualificável para o SOTA

 

  • Três pontos com uma cota de mais de 1000 m.
  • No ponto A encontra-se um marco geodésico (Talefe).
  • A curva de nível seguinte (que circunda os 3 “picos”) é de 980 m, pelo que se trata de uma elevação significativa com 3 colos.

 

  •  A proeminência é, no melhor dos casos, 27m para o ponto A.
  • Tal valor é determinado pela diferença entre a altitude do “pico” A (1007 m) e a curva de nível 980 (1007 -980=27 m).

Nenhum dos três tem, por isso, uma proeminência mínima de 150 m e não são cumes qualificáveis para o SOTA.

Proeminência – Vista de perfil

Proeminência perfil

Apesar do cume A ser o mais alto, não tem proeminência suficiente.

O cume B cumpre a regra da proeminência e é qualificado no âmbito do Programa SOTA.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s